As Religiões Orientais versus o Cristianismo

Por que a filosofia hindu não abarca a Queda dos Anjos, como o Plano de Salvação o faz?

O Guia: Há cerca de três razões para isso, e cada uma delas é boa.

A primeira razão é que a filosofia oriental coloca o progresso espiritual acima de tudo. Todo o resto que já aconteceu na Criação é de importância secundária, e isso é muito verdadeiro. No entanto, em alguns casos, é muito útil que a luz se derrame sobre certos fatos ocorridos no passado distante, porque a razão da existência na Terra, a razão do mal, e respostas para outras questões, são necessárias para algumas pessoas.

A compreensão de certos fatos, mesmo que eles só transmitam uma imagem muito generalizada e ampla, vai eliminar dúvidas que possam atrapalhar a decisão pelo caminho da purificação e da perfeição. A maior parte das almas encarnadas no Oriente não sente a necessidade de investigar e pesquisar a este respeito, como acontece com a mente ocidental. Portanto, eles dizem: “nós não precisamos saber qualquer outra coisa; o importante é como nós desenvolvemos”.

A segunda razão é um pouco mais complicada de explicar. A Palestra #29 “As Forças da Atividade e da Receptividade—Encontre a Vontade de Deus” esclarece sobre os dois aspectos principais de Deus: o aspecto ativo ou masculino e o aspecto receptivo ou feminino. No aspecto ativo, Deus é personalidade: ação, pensamento, planejamento—o Criador. No aspecto feminino, Deus é um estado de Ser.

A partir das elucidações dessa palestra, fica mais fácil reconhecer que os professores e filósofos orientais têm a experiência de Deus na manifestação feminina e receptiva ou passiva – o estado de Ser. Mas essa visão acaba sendo uma resposta parcial a essa pergunta. A Queda dos Anjos mostra os eventos da Criação, onde Deus se manifesta como Criador e, portanto, em seu aspecto masculino. Nessa tragédia, Deus estava decretando e criando novas condições que iriam assegurar o retorno de todas as criaturas até Ele.

É, portanto, compreensível que uma filosofia que vivencie a experiência de Deus no aspecto feminino seja menos receptiva para receber esclarecimentos em relação ao aspecto masculino de Deus. Ao passo que a filosofia ocidental, aberta à experiência do aspecto pessoal de Deus e sua forma ativa, estaria menos sensível para a experiência do lado feminino de Deus e os esclarecimentos que o Oriente pode trazer.

A terceira razão refere-se à Queda dos Anjos como um evento que tem muito a ver com o espírito de Jesus Cristo. Ele veio a desempenhar um papel muito importante na Queda dos Anjos.  As religiões orientais, depois de terem recebido uma série de emissários—muitas vezes,  grandes espíritos, exaltados e altamente desenvolvidos—encontram-se relutantes em reconhecer que uma outra congregação,  em muitos aspectos nem tão avançados espiritualmente como eles, possa ter recebido um espírito ainda maior : na verdade, o maior de todos os seres criados por Deus. Isso é compreensível e típico da natureza humana. Uma vez que as conclusões lógicas podem ser muito limitadas, então, perde-se a visão do Todo.

 

Talvez seja esta a razão pela qual o aspecto feminino de Deus é reconhecido com mais facilidade no Oriente, e o aspecto masculino de Deus, no Ocidente. E é por isso que o Oriente e o Ocidente devem se unirem?

O Guia: Certamente. No Oriente, o desenvolvimento espiritual é muito mais avançado, e, geralmente, é a mulher que é espiritualmente mais desperta ou mais aberta à guiança. No Ocidente, o método, a habilidade para execução e o progresso material estão mais avançado porque são aspectos tipicamente masculinos.

 

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