A Criação dos Seres

Como e por que os seres humanos foram criados?

O Guia: Deus gerou como sua primeira criação o espírito de Jesus Cristo. E como também já disse, a maior parte dessa substância divina está em Cristo. Por isso algumas religiões referem-se a Deus Pai e Deus Filho. Vocês podem ver que isso é verdade, embora seja um erro dizer que se trata de uma só e a mesma pessoa. Afinal, muitas outras criaturas passaram a existir, tantas que não seria possível contá-las com os números existentes no mundo de vocês. Perguntaram-me certa vez: “Por que Deus criou todos esses seres? Sendo onisciente, Ele deveria saber a infelicidade que resultaria disso.” Essa é uma questão muito importante, tão profunda que eu gostaria de abordar brevemente esse assunto.

Deus é amor, e o amor precisa ser compartilhado. Essa é a natureza do amor. É claro que Deus sabia que, ao criar seres dotados de livre-arbítrio, eles poderiam usar essa faculdade de tal modo que iriam gerar a infelicidade, pelo menos temporariamente. No entanto—e nisso está a grandeza de Deus—Ele criou seres capazes de escolher livremente concedendo-lhes este poder.

Os seres criados por Deus poderiam escolher entre a sabedoria de não abusar desse poder e viver em odediência e de acordo com a perfeição da lei divina num estado de eterno contentamento; ou, vivenciar outro caminho que, mais cedo ou mais tarde, levaria à  compreensão da perfeição da lei divina, depois de terem atravessado o Vale da Sombra da Morte, e finalmente, tornarem-se semelhantes a Deus.

A infelicidade temporária daqueles que tomaram a segunda decisão não é nada comparada com o contentamento e a felicidade da eternidade, depois de se ter passado pela infelicidade auto-infligida.

Assim, Deus criou muitos seres e muitos mundos mesmo antes de existir um mundo material—eram os mundos de harmonia, felicidade, beleza infinita, e infinitas possibilidades de revelação dos aspectos divinos criativos de todos os seres. A substância divina de cada ser criado era livre e não encoberta por matéria estranha ou nada que não fosse da natureza de Deus.

Eu já disse muitas vezes a vocês que sua tarefa é revelar essa substância divina, libertá-la dessas camadas contrárias a Deus e que impedem a união consigo e com o Divino. Essa substância divina também é designada como Eu Superior ou Centelha Divina.

Ela é divina em todos os aspectos e possui parte daquilo que também é chamado, às vezes, de Espírito Santo. Embora este nome tenha provocado muitos mal-entendidos entre os seres humanos.

O Espírito Santo não é um ser, nem é parte de uma trindade divina, de acordo com uma interpretação difundida. Ele é simplesmente a substância divina que toda criatura tem—em certo grau e em certa medida—livre de outras substâncias ou recoberta por outras substâncias. Vocês podem ver que a idéia da Trindade muitas vezes foi mal entendida, porém por trás desse equívoco também existe uma grande dose de Verdade.

 

(Palestra do Guia Pathwork #20)

 

Próxima Página

Retornar Para o Indice

Leia todas as P&Rs em Inglês no site The Guide Speaks
Leia as Palestras do Guia do Pathwork em Português
Leia as Palestras do Guia do Pathwork em Português