A Prequela

A Origem de Como Chegamos Até Aqui

Você vai ler abaixo a essência da História da Criação e, como você verá, ela se parece muito com uma fábula. Isso se deve às limitações da linguagem humana que tornariam difícil—até mesmo impossível—compreender os fatos através de uma explicação mais complexa. Finalmente, este caminho foi o mais fácil. Saiba apenas que esta é uma versão incrivelmente abreviada de um acontecimento que exigiria uma vasta compreensão. Não se apegue à narração, mas tente receber a Verdade que reside na essência desse conto.

 

Criação

  • Como seres humanos na terceira dimensão, não temos capacidade de compreender Deus em toda a sua grandeza. Pensar em Deus como “uma bola de fogo emanando um brilho de luz” é tão adequado quanto qualquer outra coisa, e muito melhor do que pensar em Deus como um velhinho de barbas brancas nas nuvens.
  • Difeerntes ensinamentos espirituais concordam que o amor é o único poder no universo. Então, basta compreender que Deus é amor.
    • Como tal, Deus cria para que o amor tenha algo para amar.
  • A primeira criação de Deus foi o Cristo, a quem podemos chamar de o Filho de Deus.
  • Cristo passou a criar todo o resto dos seres espirituais aos quais podemos chamar de anjos.
    • Muitas nações de anjos surgiram, cada uma liderada por um anjo encarregado. No mundo espiritual, liderar os outros é ser responsável, servir, cuidar e dirigir.
      • Note bem que tudo o que existe na Terra é, essencialmente, uma pobre réplica criada pelos humanos de tudo o que existe no Mundo Espiritual, incluindo a organização hierárquica dos seres.
    • Cada anjo criado depois de Cristo era um duplo, composto de uma metade masculina e outra feminina.
      • Masculino e feminino representam duas qualidades criativas, respectivamente: Ação e Entrega. Ambas devem estar sempre presentes em qualquer coisa que seja criada.
      • Os humanos que vivem na metade ocidental compreendem a face masculina de Deus: a metade ativa. No Oriente, as pessoas compreendem principalmente a face feminina de Deus: a metade receptiva. Isso explica algumas das diferenças entre as culturas ocidentais e orientais nas áreas de espiritualidade e religião.

 

Qualidades Divinas

  • Cada ser criado está mais alinhado com uma das três principais essências de Coragem, Amore Sabedoria. Quando em harmonia, essas três qualidades apóiam uma a outra. Quando estão em desequilíbrio, o problema se instala.
  • Cada ser também é criado com livre-arbítrioo que nos faz à “imagem e semelhança” do Criador. O desejo de Deus é que nunca tivéssemos perdido nosso livre-arbítrio, de modo que um dia, quando terminarmos de aprender as lições na dualidade, possamos nos reunirmos a Ele novamente. Sem o livre arbítrio, permaneceríamos separados de Deus para sempre.
    • Porque nós temos livre-arbítrio, nos foi dada a responsabilidade de fazer escolhas que estejam alinhadas com a vontade de Deus.
      • Foi e é a vontade de Deus que possamos honrar o Cristo como nosso Rei.

 

Lúcifer

  • Um dos primeiros seres criados por Cristo foi Lúcifer, que significa “portador da luz”. Lúcifer foi um grande líder e um pouco como um irmão para Cristo.
    • Com o tempo—muito, muito tempo nos anos celestes—Lúcifer ficou com ciúmes de Cristo.
      • A luz de Cristo era ainda mais deslumbrante que a de Lúcifer e a recepção das multidões nas muitas nações em que eles visitaram era ainda maior.
    • Lentamente e gradualmente, Lúcifer começou a convencer muitos outros seres angélicos que ele seria um rei melhor.
      • Deus viu o que estava acontecendo, mas Ele abençoou todos os anjos com o livre-arbítrio e foi claro ao pedir que honrássemos a Cristo como nosso Rei. Claro como um cristal.
      • Lúcifer foi incrivelmente carismático e, enquanto muitos anjos permaneceram fiéis a Cristo, muitos outros não. Se estamos aqui como humanos, não o fizemos. (Se nós obedecemos a Lúcifer um pouco ou muito, não importa. Mas aqueles que se envolveram superficialmente com ele, ascenderam mais facilmente a Deus do que aqueles que mergulharam de cabeça na obediência a Lúcifer.)
      • Todos os anjos que apoiaram o plano do “Portador da Luz” foram, de alguma forma, marcados.
    • Quando Lúcifer pediu para se tornar rei, ele não apenas revelou seu ciúme de Cristo, mas também sua desobediência a Deus.

A Queda

  • A essa altura, Deus colocou em movimento o processo que é conhecido no Mundo Espiritual como “A Queda”. Todos os espíritos desobedientes foram varridos do céu para uma esfera escura e densa governada por Lúcifer.
  • Durante a Queda, todos os seres espirituais—agora não mais anjos do mundo de Deus—se fragmentaram numa metade masculina e, a outra, feminina. Mas essa divisão foi uma distorção assim como tudo o mais.
    • Também nos separamos dos seres amados que continuam a pedir por nós e anseiam pelo nosso retorno.
    • Como os filhos criados de Cristo, ele nunca deixou de cuidar de cada um de nós.
  • Ao longo desse período de desobediência, fomos cobrindo o Eu Superior de maneira lenta e gradual com o Eu Inferior—formado pelas distorções e o oposto de tudo que é bom e belo.
  • Lúcifer passou a ser nosso governante e ele reinava através do ódio e do domínio.
  • Nem todo mundo no reino das trevas experimentou o mesmo tipo de ambiente hostil. Alguns foram expostos ao frio ou ao calor extremo; outros, eram atormentados; e outros ainda foram expostos à sujeira; e assim por diante. Nossa versão pessoal e particular do inferno foi determinada por nossas próprias distorções internas.
  • Ficamos no inferno por muito tempo, presos sob o domínio implacável de Lúcifer.

 

Plano de Salvação

  • Depois de muito tempo na escuridão, começamos a perceber uma faísca de luz no horizonte.
    • Esta luz foi criada pelo nosso desejo coletivo intenso de voltar para a casa do Pai.
    • O anseio dos irmãos e irmãs caídos, combinado com a aspiração daqueles que permaneceram fiéis ao Cristo colocou em movimento o Plano de Salvação.
      • Importante: Deus parou de criar anjos até que todos os irmãos e irmãs retornem à casa do pai. E esses irmãos e irmãs que não participaram da Queda escolheram dar uma pausa no seu próprio projeto de ascensão enquanto trabalham incansavelmente para o Plano de Salvação daqueles que, por escolha, decaíram.
  • Deus criou o Plano de Salvação mas o Cristo foi seu principal arquiteto que projetou e acertou as arestas até os último detalhes. E o Plano consistia em dar meios para que os anjos decaídos aprendessem a fazer escolhas diferentes e, por seu livre-arbítrio, escolhessem se alinhar com a vontade de Deus, ou em outras palavras, com o bem e o belo.
  • O Plano previa a criação de uma galáxia na qual existiria um planeta onde seres espirituais fragmentados, formados por um Eu Superior e um Eu Inferior, poderiam fazer o trabalho necessário de cura, transformando suas trevas de negatividade em luz. Demorou um pouco, mas esse mundo foi criado e essa dimensão da dualidade se mostrou uma combinação perfeita para a cura e aprendizagem dos seres decaídos.

Positivo em Negativo

  • No Mundo Espiritual, qualidades positivas existem e elas duram para sempre, interagindo com outras qualidades positivas para criarem harmonia e permanecerem em equilíbrio.
  • Durante a Queda, todas as qualidades positivas foram distorcidas no seu oposto negativo: belo em feio; limpo em sujo; amor em medo; união em isolamento; devoção em fanatismo; contemplação em preguiça; e, assim por diante.
    • O problema é que tanto a positividade quanto a negatividade criam círculos que se autoperpetuam.
      • É fato que as qualidades e ações positivas podem continuar indefinidamente. No entanto, as qualidades e ações negativas criam efeitos que, cedo ou tarde, levam à destruição de algo.
      • A negatividade, então, sempre leva à crise durante a qual uma criação destrutiva entra em colapso. Desta forma, toda a negatividade serve ao bem a longo prazo, pois algo construtivo pode então ser reconstruído a partir dos escombros.
  • As falhas—que são todas derivadas do medo, orgulho e vontade própria—são apenas distorções que precisam retornar à sua forma positiva original.
  • Da mesma forma que o processo de queda do mundo de Deus—do positivo para o negativo—foi lento e gradual, a jornada do negativo para o positivo e o fim das confusões que nós criamos será feita do mesmo modo: lento e gradual.
    • Igualmente, a criação deste planeta dentro desta galáxia só poderia ter acontecido da forma como aconteceu: lenta e gradualmente.
      • O mundo de Deus é organizado, metódico e ordenado.

 

Influência da Escuridão e da Luz

  • A Terra foi criada a partir dos anseios que emanaram dos espíritos que habitavam o mundo das trevas, assim como, dos espíritos de luz do mundo de Deus. Eis o motivo pelo qual seres de ambos os mundos sempre tiveram acesso ao nosso planeta.
  • Desde o princípio, os humanos não teriam melhor desempenho na Terra do que tiveram no inferno se Cristo não tivesse enviado seus emissários para nos guiar e nos ensinar a fazer escolhas melhores do que já havíamos feito no passado.
    • Ao longo dos tempos, muitos profetas foram enviados.
      • Temos a impressão de que as forças do mal tem uma influência maior nesta dimensão. Mas isso não passa de uma percepção distorcida. Como as forças do bem superam enormemente as forças do mal, o Mundo Espiritual decidiu equilibrar essa desvantagem encarnando forças do bem em menor quantidade nesta dimensão.
    • Ao longo dos milênios, muitas pessoas na Terra desenvolveram a capacidade de canalizar as vozes dos espíritos divinos que nos forneceram instruções valiosas. Essa mesma capacidade foi usada para a transmissão desses ensinamentos que você está lendo.
  • Desde o alvorecer da vida na Terra, Lúcifer enviou seus capangas para nos tentar e atormentar, na esperança de nos induzir a continuar seguindo os instintos básicos que vêm do nosso Eu Inferior.
    • Desde a expulsão de Lúcifer do mundo de Deus, ele teve autoridade completa sobre todas as esferas das trevas. E como Lúcifer tinha livre-arbítrio, ele decidiu governar por meio da dominação e não obedecer às leis de justiça de Deus.
    • Isso significava que Lúcifer reinava livremente para fazer o que quisesse às pessoas na Terra.
    • Mas a coisa era muito pior que isso. A Queda significava que as pessoas na Terra, juntamente com todos os seres ainda presos no inferno, perderam o livre-arbítrio. Mesmo que nós conseguíssemos fazer a escolha de retornar a Deus, Lúcifer não nos permitiria regressar.
      • Ainda que trabalhássemos com afinco para aprender a fazer as escolhas certas para que pudéssemos atingir o estado de consciência conhecido como céu, ao dormirmos ou morrermos, voltávamos sempre às esferas de escuridão de Lúcifer.

 

Compreendendo os Ensinamentos | O Trabalho de Cura • A Prequela • O Resgate

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