As Cinco Fases Do Amor

Com relação ao grau de insegurança que permeia a alma, o fato é que isso acontece porque a capacidade de amar está ausente na pessoa. Se você estiver inseguro, não poderá confiar em si mesmo. E se não confiar em si, como poderá se amar? E você precisa amar a si mesmo antes que possa amar o outro. Assim sendo, o autoamor saudável e a segurança interior estão profundamente ligados e levam à capacidade de amar ao próximo, que é o ponto mais alto na escala do amor.

  1. Amor por objetos inanimados | Este é o grau mais baixo na escala. Objetos não se opõem; não exigem que se perceba os sentimentos do outro. Eles não reprovam ou criticam. Exigem um mínimo de sacrifício pessoal ou consideração. Objetos não fazem exigências.
  1. O amor por ideias abstratas, princípios, arte e natureza, uma profissão | O amor por ideias abstratas foge do envolvimento pessoal e dos riscos aparentes que o acompanham, mas, pelo menos, move a mente, a alma e o espírito até um certo ponto. Esse nível de amor também exige algum contato pessoal e/ou confronto com outras pessoas de diferentes opiniões. O amor por ideias e princípios é, certamente, mais extrovertido do que o amor por meros objetos, no qual se busca o isolamento.
  1. O amor pelas plantas e pelos animais | Este nível de amor exige uma certa dose de sacrifício e consideração porque coloca-se um certo conforto egoísta imediato de lado. Ele não requer que se corra o risco de sofrer rejeição, nem que se dê ao trabalho de perguntar quais são as necessidades do outro; não exige esforço para estabelecer uma compreensão mútua. Uma pessoa pode se aplicar a cuidar de um animal, mas certamente o vínculo entre ambos se dá em um grau muito menor do que o vínculo entre ela e outro ser humano, no qual os sentidos têm de estar alertas para a outra pessoa, bem como para si mesma.
  1. O amor para com a humanidade como um todo | Este amor pode aliviar um indivíduo da pressão que ele sente no envolvimento íntimo e pessoal – a forma mais exigente de amor e, portanto, a mais gratificante. Mas exige esforço, pensamento, disposição para o sacrifício, ação e muitas outras atitudes que sejam altamente construtivas. No entanto, isso se tornará real somente se tal amor for colocado em prática, ao invés de permanecer apenas como uma teoria.
  1. O amor entre indivíduos em estreita e íntima relação | Este é o nível mais alto na escala, e o mais construtivo e gratificante. Frequentemente, a humanidade demonstra o amor através de comportamentos turbulentos que nada tenham a ver com o amor verdadeiro, mas com necessidades imaturas e dependências que trazem desarmonias. Ainda assim, é um caminho no qual desenvolvemos a nossa capacidade de amar. Uma vida de relacionamentos turbulentos pode ser infinitamente menos harmoniosa do que a vida de um eremita ou um recluso, mas o processo de crescimento interior não pode ser medido por uma aparente harmonia exterior. Como diz o Guia, o não relacionamento que, em geral, se disfarça como falsa serenidade, situa-se em um nível inferior da escala.

Responda a si: onde você acha que o amor por Deus entra nessa escala? No amor pelas ideias e pelos conceitos abstratos? Se você acredita nisso, pode ser uma fuga. Se o seu amor por Deus for saudável e genuíno, ele se manifestará através do amor pelos outros com quem você seja capaz de se comunicar e de se relacionar.

Por sua vez, essa manifestação de amor não pode acontecer a menos que você supere seus medos e vaidades, a menos que encontre e dissolva as suas obstruções e a sua relutância em amar.

Precisamos ter humildade para admitir as nossas limitações de compreensão da existência extraordinária e indecifrável do Criador de todos os seres. E, a partir daí, poderemos voltar nossa atenção para o que podemos aprender: amar os outros seres humanos.

Amar a Deus apenas como um conceito não exige envolvimento prático e o empenho de se colocar objetivos egocêntricos abaixo das necessidades de outra pessoa. Por isso é possível que um não crente declarado esteja, de fato, mais próximo de amar a Deus do que aquele que se confesse um crente.

Trecho da Os Relacionamentos

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